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Feridas que não cicatrizam

20/04/2016

Se você não gosta de leituras longas vá para o último parágrafo.

Meu cocker, chamado Bigorna, vulgo Bibi, foi diagnosticado em 2014 com um tumor maligno que estava emaranhado no nervo da coxa, parte superior. O veterinário disse que teria que fazer a cirurgia, mas que dali era questão de pouco tempo para o mal tomar conta de tudo. Cicatrizou com muito custo e depois de cinco ou seis meses o Bibi já estava fazendo o que ele mais gostava, roubar comida. Passou um ano e meio e ele bem pra cachorro. começou aparecer uma bolinha no local da cirurgia e em 2 meses a bolinha estava com uns 6 cm de diâmetro. Não deu tempo nem de fotografar pro veterinário ver e não deu tempo nem de eu pensar no que fazer naquela situação quando vi o cachorro tinha arrancado a bola. E ficou uma ferida aberta, horrível. Pegamos o Bibi e levamos  no veterinário. Primeiro foi emergência e a veterinária de plantão receitou anti-inflamatório e pomada. Estimo que foram mais de 6 meses tentando dar remédio e correndo atras dele pra fazer curativo. Tive que desenvolver uma capa de tecido de calça jeans para ver se ele não arrancava o curativo. E pasmem! Ele é tão debochado que um dia arrancou o curativo, pulou no sofá e me mostrava: olha o que eu faço com isso! E desfiou todinho o esparadrapo e a gaze na minha frente. Desacorçoada eu falei: eu desisto. Voltei ao veterinário – agora foi o oncologista que o operou – ele falou: agora chega: não cicatriza eu vou entrar com remédio mais pesado e se não funcionar farei uma raspagem e farei outra cirurgia pra ver se cicatriza. Antes vamos ver se ele reage ao medicamento. Demorou mais um mês e o Bibi estava livre do cone da vergonha e de medicamentos e eu livre de ficar correndo atras dele pra medicar e trocar curativo. O pior que meu marido não ajuda. Falo: me ajuda dar o comprimido. Ele responde: o cachorro não quer. Aí eu é que tenho que inventar onde esconder pra ele tomar sem perceber. Muitas vezes o desperdício de comida e de remédio porque quando vai na forçada ele vomita tudo. Até no queijo alemão Bergader Caciotta, cheiro fortíssimo ele percebia o remédio. Ele não gosta mais desse queijo, pode deixar na pia a disposição ele acha que tem remédio e sai correndo. A opção foi uma injeção que me aliviaria de medicá-lo em vão. Tudo tem um preço. Cicatrizou e enfim livre. Eu livre e o cachorro livre. Percebi outra bolinha se formando no mesmo lugar. Mas eu estava descansando da maratona.

Uma semana depois tava saindo pro trabalho e percebi a Fadinha, minha cachorrinha, mais gordinha. Tava atrasada pro trabalho perguntei pro meu marido? O quê você deu pra ela? Ele é daqueles que num descuido ele derrama o óleo do atum na ração dos cachorros dentre outros agrados desastrosos. Não pode. Ele jurou que não tinha feito nada. Passou o segundo dia ela estava mais barriguda. Pensei no que eu teria feito de errado! Me aproximei dela e percebi a barriga muito mole, parecia bexiga com água; e veio na mente a expressão barriga d’água. No final de semana a barriga estava maior e ela que saltava, e fazia mil traquinagens com a performance dela já não era a mesma. No veterinário fez exames, e o diagnóstico foi um tumor na barriga que não estava fixo em nenhum órgão, mas que impedia os rins de conduzir o líquido para as vias normais e ia sendo depositado na barriga. Drenou e ela ficou magrinha como sempre foi. Ela foi medicada e a introdução de suplemento Albumina ajudaria a condução do líquido. Na semana seguinte, duas drenagens e a visita no oncologista. Ele falou não teria mais jeito. Ele até receitou corticoide e algum diurético pra estimular a saída de líquido. Ela que era magra ficou pele e osso. Tudo nela foi sugado pra dentro inclusive na cabeça e ela teve que ser sacrificada no final da terceira semana.

Passou uma semana a bola na perna do Bibi estava bem crescidinha e ele arrancou como da primeira vez. Tava difícil de ver aquilo. Pensei na rotina de ir de 15 em 15 dias no veterinário, dar remédio, que já tínhamos substituído pela injeção mensal e pensei no que faria. Já tínhamos pensado em não sacrificar o cachorro com 12 anos de idade com mais uma cirurgia.

Naquele mesmo final de semana ganhei um mamão verde e iria fazer doce e não fiz, por falta de tempo. Iria receber uns convidados para a festa de aniversário da minha filha e quem me deu o mamão estaria presente.

Na manhã da festa resolvi fazer o doce e cortando o mamão escorria o látex. Pensei… Isso deve ser bom pra alguma coisa. Parei o doce e fui pesquisar na internet. E não é que o látex do mamão é um ótimo cicatrizante. Não tive dúvida recolhi o látex e passei na ferida do cachorro. O dia passou, um dos visitantes disse que tinha um remédio que aplicava no cavalo era tiro e queda pra feridas. Ficamos de retomar o assunto no dia seguinte. Fui conferir e já tinha secado a ferida. A ferida anterior nós ficamos muito mais de 6 meses com remédio e mudamos várias vezes para ter resultados. Foi difícil resolver. Em 12 horas o látex do mamão secou a ferida.

Redação Helenice em 20 de abril de 2016

O cachorro continua mexendo no local da ferida e começa tudo de novo. Argila mantem seco o ferimento. Folha de mamão macerada é milagrosa, serve tanto para uso externo e no formato de chá para uso interno, atentando se a pessoa não tem restrição a papaína, no outro dia o ferimento tá seco.

Não esqueça  de começar sempre com pouca dosagem, pouco de tudo e conforme a adaptação e a necessidade vai aumentando a quantidade. Sempre procure um profissional da saúde. Nunca esqueça de falar o que você fez pra tentar solucionar o problema.

dezembro de 2016

 

 

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